Caleidoscópio
23 de outubro de 2008
Fernanda Seelig
As coisas nem sempre são o que parecem ser. E definitivamente alheias à minha vontade… Tantas são as possibilidades de entendimentos que seria subjugar a complexa -e fantástica- simplicidade da vida tentar compreendê-la apenas como eu a percebo.
Dimensões. Olhar por outros ângulos… Ajustar o foco…
Tomar pedaços e partes do que me é ofertado; juntá-las, montá-las e remontá-las. Atenção às combinações de elementos que já estavam lá, que se escondem e se apresentam em um jogo no qual a regra é aprender-se. Construir a todo – e a qualquer- momento algo original.
A vida um caleidoscópio…
Girando as emoções em minha mente…
As idéias pelo meu corpo.
Oportunizar-me com diferentes perspectivas, novos conceitos. E a cada encontro um colorido inserido em mim. Uma nova cor a girar… Ampliando tudo que já é. Inéditas – e sempre únicas – experimentações… E continuo girando até encontrar algo que me agrade, que acomode o desassossego… Acolhendo à vida que se presenteia.
Renunciar a como as coisas ‘devem ser’. Ou, ainda mais difícil, daquelas como eu ‘gostaria que fossem’. Desvencilhar-me. Disponibilizar-me. Arriscar. Expandir-me em imagens novas a cada idéia.
Mas como num caleidoscópio, deixar-me livre às diferentes configurações, sem expectativas… Nenhuma realidade pré-concebida.
Abandonar o controle é o inexaurível exercício…


