Archive for novembro, 2008

Está quase chegando o grande dia

25 de novembro de 2008

Queridos,

Pois é, falta pouco. O grande dia se aproxima e o carinho dos amigos tem sido imprescindível para tornar o friozinho na barriga compatível com o cotidiano.
Hoje, buscamos os primeiros exemplares. Olhar o livro montado – capa e miolo – cheiro de livro, cara de livro, jeito de livro. É um livro!!!!!!!!!! Essa é a doce descoberta.
O livro chegou ainda quente, com cheiro de pão saído da padaria. Chegou novinho no grupo do meio-dia de terça, embrulhado em papel pardo, como antigamente. Desfrutamos da capa e contra-capa, das orelhas, das dedicatórias e dos agradecimentos. Pegamos o livro, acariciamos as folhas, admiramos os desenhos criados pelo Leandro, cada detalhe pensado pela Rosi e antevemos as delícias que nos aguardam a cada página. Nos beijamos, nos abraçamos, misturamos nossas lágrimas, saudando este livro que foi gestado pelas almas caleidoscópicas que se reúnem na Bororó25.

Até dia 2 de dezembro, às 19h, no Café Santo de Casa, na Casa de Cultura Mario Quintana.
Esperamos vocês!!!!!!!!!!!
Beijos,
Deni e Titi

Sobre o livro “A vida como ela é para cada um de nós”

9 de novembro de 2008

Lorenzo Ganzo Galarça

 

É de muito arrastar os pés pelo chão que, às vezes, tropeçamos num tesouro. Encontrei-me com um dos mais belos achados dentro de casa.

O livro “A vida como ela é, para cada um de nós: em busca do eu-caleidoscópio” é o ensaio de uma nova consciência de mundo que estamos por vivenciar. No mundo novo, as pessoas começariam a buscar formas de experimentar quem são e a banhar-se em suas idéias. Seria um mundo onde o ser humano estaria mais conectado com a sua potência existencial, tornando-se mais competente para si, tanto nas relações amorosas quanto no trabalho, o que não quer dizer que sejam coisas distintas.

A distância de si mesmo, gerada através de séculos e séculos de filosofia platônica, regada pela grandiosidade e fuga da realidade, começa, agora, a ser mal aceita pelos ouvidos humanos. Sim, humanos, os animais já estão a séculos à nossa frente em termos de conhecimento de si-próprios.

Os conceitos sobre grandiosidade, responsabilidade, sentimento de culpa, trauma, importância do esquecimento e muitos outros abordados no livro propõem ao leitor uma total morte de quem se é. É um convite para uma nova perspectiva. É um convite para a cura da adoecida alma. É um convite para viver a sua vida e não ser vivido por ela.

Outra belíssima idéia proposta no livro de Denise Aerts e Christiane Ganzo é a de que já experimentamos dessa “nova” perspectiva, apenas não nos lembramos desses momentos, pois eles foram tidos, por nós, como infantis e de pouca profundidade intelectual. Quando crianças, a culpa não existia em nós, pois não a conhecíamos. Essa idéia prova que o sentimento de culpa não é algo que pertença à natureza do Homem. A culpa foi criada pelas pessoas para acabar com as suas dúvidas internas.

O livro sugere que o leitor se conforte em não entender a vida. Porque ela não é passível de ser compreendida. A vida pede para ser desfrutada, nunca estudada; a vida pede o respeito de sua plenitude. A vida é como arte moderna, subjetiva.

A você leitor, que está lendo estas palavras: “Parabéns!”

Coragem é aceitar que somos seres mutantes e que estamos sempre em constante transformação. É com profunda sinceridade e amor que falo: “A vida como ela é para cada um de nós” é um livro além de necessário. Deve ser tido como uma relíquia, que guardamos de baixo do travesseiro; como a aliança, que abraça os dedos; como a alma, que sempre envolve todo o corpo.

Seria, para mim, impossível viver sem que tivesse me conhecido. Hoje, me namoro, em mesa para dois à luz de velas. Nunca estou só.