Modalidades Terapêuticas

Terapia individual

Essa modalidade de atendimento se volta para momentos muito especiais na vida de cada um. A privacidade do encontro terapêutico privilegia a confissão e está indicada para situações de crises vitais ou situacionais com as quais nos sentimos desorganizados, doloridos em nosso viver. Outras vezes, dedicando nossa mais profunda atenção amorosa, percebemos que não somos felizes (felicidade é diferente de alegria), percebemos que vivemos em sofrimento e que, com muita freqüência, somos invadidos pelo desejo de gritar: parem o mundo que eu quero descer.

Chamamos esses momentos de “colapso do sistema operacional”. Isto é, a forma com que temos vivido não mais nos serve, as estratégias de sobrevivência escolhidas nos permitiram “sobreviver”, mas nós desejamos ardentemente VIVER. Nesses momentos, precisamos de uma companhia experiente para nos conduzir na investigação de quem-estamos-sendo e nos instrumentalizar para que possamos desfrutar de todas as nossas versões do eu-caleidoscópio. Resumidamente, pode-se dizer que a terapia individual tem como objetivo nos instrumentalizar para a transformação de um eu-mesmo em eu-próprio.

É certo que, neste caminho da terapia individual, muitos perigos aguardam a dupla terapêutica. Muitas vezes, as pessoas buscam um espaço para reclamar com exclusividade. Desejavam um relacionamento bem particular no qual supõem que poderão se queixar à vontade. No entanto, o espaço terapêutico é um espaço de investigação, descobertas e ação. A queixa e a reclamação, ainda que aparentemente tragam alívio, tendem a manter a pessoa imobilizada, presa na situação-problema, mantendo-se em constante sofrimento.

O terapeuta necessita ser um competente navegador que municia o piloto com informações que o permitem, constantemente, encontrar o caminho que o levará onde quer chegar.

Além disso, os tratamentos exclusivamente individuais representam um grande risco de sedução para a dupla terapêutica. Tanto o sujeito quanto o terapeuta podem ficar muito susceptíveis a se sentirem demasiadamente importantes um para o outro. Vínculos terapêuticos são extremamente convidativos a que ambos se sintam como numa redoma de vidro protegida. O risco é que dentro do espaço pretensamente terapêutico, ao invés de reproduzirem a vida como ela é para cada um de nós, reproduzam “a vida como eles pretendem que seja para os dois.”

Infelizmente, muito mais comum do que o desejado, vemos tratamentos iatrogênicos que duram uma eternidade, pois se baseiam em uma distorção dos vínculos terapêuticos. Porém, quando bem conduzidos, os tratamentos individuais trazem inquestionáveis benefícios.

Assim, a terapia individual é uma possibilidade de auto-revelação na presença de um interlocutor experiente na arte da iluminação do cotidiano, através de conceitos da psico-análise e filosofia. Quando esta prática de investigação individual estiver instalada e a situação-problema diminuir sua urgência, essa modalidade terapêutica pode ser alternada com sessões vinculares (casais, irmãos, pais e filhos), grupos de análise e grupos de auto-análise. A associação das diferentes modalidades representa uma tecnologia de cura muito mais potente. O trabalho em grupo permite a cada um complexificar sua visão de mundo e desenvolver as habilidades necessárias para a convivência saudável. A frequência e a duração dos encontros individuais são de acordo com as necessidades da pessoa que busca o atendimento. Ocorrem de março a janeiro, tendo férias no mês de fevereiro.

 

Grupos de análise

Nos grupos de análise, investigamos o cotidiano, a partir do relato singular trazido pelo sujeito sobre sua vida. Nesta modalidade, o terapeuta tem um papel ativo no processo de cura, e o caráter do grupo é confessional. As reuniões acontecem uma vez por semana, durante 90 minutos, e a condução do trabalho poderá ser com um ou dois terapeutas simultaneamente (co-terapia). No trabalho em co-terapia, a pessoa, além de estar acompanhada por seu grupo terapêutico, ainda recebe um duplo olhar, com pontos de vista evidentemente distintos e, portanto, mais rico.

Os sujeitos, estando em contato com outras pessoas, percebem que suas dificuldades são comuns a todos. Isto, por si só, já é suficientemente terapêutico e profundamente saudável. O confronto de si com os demais reforça o processo de autonomia e cura.

Os grupos de análise são formados por, no máximo, dez pessoas, além do(s) terapeuta(s). São grupos de trabalho mistos, com homens e mulheres, de diferentes idades em diferentes dias e horários (manhã, tarde e noite). Ocorrem de março a janeiro, tendo férias no mês de fevereiro.

 Investimento: R$ 470,00 mensais

 

Grupos de auto-análise

A grande diferença entre os grupos de análise e de auto-análise é quanto à forma de trabalho. Nesses últimos, partimos dos conceitos e, disciplinadamente, os colocamos na vida cotidiana para melhor elucidá-los. Neste propósito, as confissões ocorrem à medida que o grupo ou os indivíduos sentem necessidade, entretanto, o foco é a auto-investigação.

Estes grupos eram antigamente conhecidos como grupos de reflexão em filosofia e psico-análise. A experiência com esta modalidade de trabalho revela a profunda capacidade das pessoas de investigarem suas vidas a partir dos conceitos e técnicas por nós desenvolvidas.

Os grupos de auto-análise acontecem nas terças-feiras (meio-dia e à noite) e quintas feiras ao meio-dia. Os encontros são semanais com 1h30min de duração. São agendados 15min antes do horário de início para que se possa confraternizar, tomando café com biscoitos e colocando a conversa em dia. Ocorrem de março a janeiro, tendo férias em fevereiro.

Os trabalhos começam com a escuta e a discussão de músicas, situações trazidas pelos participantes, apresentação e discussão de filmes vistos em grupo ou leitura dos capítulos dos livros da Bororo25.

Investimento: R$ 470,00 mensais